559-A origem do título da Sinfonia "Heróica" constitui uma das anedotas mais conhecidas e cuja história foi totalmente comprovada. Ao iniciar-se a carreira de Napoleão, quando era ainda Primeiro Consul, Beethoven concebia uma voraz admiração pelo corso. Comparava-o com os consules da antiga Roma. Via em Napoleão um benfeitor da humanidade, com coragem suficiente para descarregar um golpe decisivo no rosto da tirania. Mas quando em 1804, Bonaparte aceitou o título de Imperador e se fez coroar, Beethoven viu-se ultrajado até ao fundo do seu democrático coração pelo que considerou uma grande traição aos direitos do homem. Acabava de completar o manuscrito de uma sinfonia ... foi então que arrancou a página do título que levava a dedicatória a "Bonaparte". Quando a obra foi publicada, a página do título havia sido trocada e nela se via: "Sinfonia "heróica" para honrar a memória de um grande homem", Diz-se que nunca mais Beethoven havia voltado a pronunciar o nome de Napoleão. Quando, muitos anos depois, teve conhecimento da morte do Imperador em Santa Helena afirma-se que teria dito: "Eu compuz música apropriada para esta catástrofe".
558-Em 1 de Julho de 1906 é fundado o SPORTING CLUB DE PORTUGAL
Descontentes com os rumos seguidos pelo Campo Grande Foot-ball Club, 18 jovens, conduzidos por José Alvalade, decidem romper com este clube e lançar-se na criação de uma nova colectividade. José Alvalade proclama, então: «Vou ter com o meu avô e ele me dará dinheiro para fundar outro clube». A discussão em torno do nome que a nova colectividade deveria ter foi acesa. António Félix da Costa Júnior sugere Sporting Clube de Portugal, nome que viria a ser adoptado. Estava-se a 1 Julho de 1906. Em 1920, por proposta de Nuno Soares, a data atrás referida (primeiro de Julho de 1906) passa a ser considerada o dia da fundação do Sporting.
A 1 de Julho de 1944, nasce, em Castelo de Vide o coronel Salgueiro Maia, um dos principais capitães intervenientes na Revolução do 25 de Abril de 1974. Comandou a coluna que saiu de Santarém em direcção a Lisboa, ocupou o Terreiro do Paço e cercou o quartel do Carmo, onde se havia refugiado Marcelo Caetano
Maria Teresa de Noronha, tratada carinhosamente por Baté, foi uma fadista portuguesa de origem aristocrática.
Fadista, Maria Teresa do Carmo de Noronha Guimarães Seródio, nasceu a 7 de setembro de 1918, em Lisboa, e faleceu a 5 de julho de 1993, em Sintra. Juntamente com Amália Rodrigues, Hermínia Silva e Alfredo Marceneiro, é a mais significativa voz do fado no século XX. Foi a primeira grande representante do chamado «fado aristocrático». E é tia do fadista Vicente da Câmara.
Maria Teresa de Noronha é descendente dos condes de Paraty, o primeiro dos quais foi Par do Reino e Gentil-Homem da Câmara de D. João VI. E viria a tornar-se Condessa de Sabrosa por casamento com José António Barbosa Guimarães Seródio. O meio aristocrático onde sempre viveu marcou indelevelmente todo o seu percurso artístico. Sobrinha-neta do guitarrista e cantador João do Carmo de Noronha, integrou, juntamente com o seu irmão, Vasco de Noronha, o coro do maestro Ivo Cruz. Teve formação de canto e piano.
Oriundo de uma família de artistas, tinha um irmão e uma irmã que
também cantavam, mas que não foram muito conhecidos. Ficou famoso pela sua voz
extensa, a sua facilidade em utilizar os agudo e pelo seu timbre quente.
Obteve grande de popularidade, surgindo, como um dos intérpretes
principais da película "Capas Negras",
onde contracenou com a fadistaAmália Rodrigues,
continuando no período que se lhe seguiu como vedeta de cinema em várias
películas nacionais.
Em 1946 foi inaugurada noParque Mayera
peça “Sala Júlia Mendes”, onde Alberto Ribeiro foi um dos principais
intérpretes, juntamente comAmália Rodrigues.
Participou em várias operetas, quer pela sua figura, quer pelo seu
cantar era o intérprete ideal, para um espetáculo muito popular na época.
Nadécada de 1960, voltou ao palco no âmbito da
comemoração dos 25 anos da opereta "Nazaré" onde interpretava, entre
outras canções "Maria da Nazaré" de sua autoria em parceria com o
poeta António Vilar da Costa e que foi um estrondoso êxito na década de 1940.
Refira-se ainda que foi ele o criador de "Cartas de amor" mais tarde
muito popularizadas por Tony de Matos. No citado filme que co-protagonizava com
Amália, interpretou "Coimbra", canção que a fadista tornaria
internacionalmente conhecida. O intérprete de Marianita ", "Senhora
da Nazaré", "Soldados de Portugal", "O Porto é assim"
ou "Eu já não sei", este último retomado por outros nomes comoFlorência.
Passado pouco tempo, retira-se novamente de cena, sem que ninguém
o compreenda, remetendo-se a um silêncio que ninguém conseguiu até hoje
quebrar. Apesar disso, os seus admiradores não o esqueceram, tendo surgido
várias reedições dos seus discos