sexta-feira, 12 de agosto de 2011

179-PETULA CLARK*

179-De Petula Clark, esta bonita canção, de 1967, "This Is My Song", escrita por Charlie Chaplin.

               OS FABULOSOS ANOS 60

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

178-Destruição de Portugal

                                     178- Destruição de Portugal
                                    Segunda Vaga


Após a primeira vaga da destruição da estrutura de subsistência nacional - sobretudo pescas, agricultura e indústria - pela banda de ladrões da oligarquia cavaqueira, temos agora a destruição do que restou. Está assim garantida a miséria do país por mais de um quarto de século se tudo correr pelo melhor, assim como a dependência completa dos países que vierem a investir nos despojos nacionais.

No país com mais baixa produtividade, a crise e a miséria não se vão em meia dúzia de anos, sobretudo com a persistente destruição e desbarato dos meios de produtividade.

O Cavaco desgraçou o país. Comparável ao Mubarak, ainda que a outro nível bem diferente, mas não é julgado. Porquê? Pela mesma razão que o Mubarak também não foi julgado durante décadas, mas o povo egípcio conseguirá justiça e o português não por ser mais carneiro.
Ridículo: o presidente rasca  escolhe o meio mais rasca para escrever aos rascas: o Facebook. Não quer falar como devia? É o presidente do Facebook. E recomenda. Que calibre!

Parece que todos se esqueceram de que o Cavaco e a filha são dois benefiários directos dos desfalques do BPN que NÓS estamos e vamos terminar de pagar enquanto eles e os outros guardam os lucros do que nos roubaram. Para recordar os esquecidos, vejam-se as notícias da altura no Jornal de Notícias e no I Online. Disse que não o repitiria, mas não devolveu o que roubou.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

177-Francisco de Sá de Miranda*

177-O sol é grande, caem co´a calma as aves,
do tempo em tal sazão, que sói ser fria;
esta água que d´alto cai acordar-m´-ia
do sono não, mas de cuidados graves.

Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
qual é tal coração qu´em vós confia?
Passam os tempos vai dia trás dia,
incertos muito mais que ao vento as naves.

Eu vira já aqui sombras, vira flores
vi tantas águas, vi tanta verdura,
as aves todas cantavam d´amores.

Tudo é seco e mudo; e, de mestura,
também mudando-m´eu fiz doutras cores:
e tudo o maia renova, isto é sem cura!

Sá de Miranda
1481-1558

Obras Completas - volume 1
Francisco de Sá de Miranda; texto fixado, notas e prefácio de Rodrigues Lapa
Livraria Sá da Costa Editora

domingo, 7 de agosto de 2011

176-RECORDANDO

176-Quando as crianças brincam

Quando as crianças brincam
Eu as ouço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar


E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.


Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no meu coração.
                      05/09/1933
Fernando Pessoa

sábado, 6 de agosto de 2011

175-FERNANDO PESSOA*

175-Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.2

Fernando Pessoa
2-Renascença, Lisboa 1919

Do vale à montanha
Do vale à montana,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados.
Por quinta e por fonte,
Caminhais aliados.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,






CANTA
MARIZA  







Por pinhascos pretos,
Atrás e de, fronte,
Caminhais secretos.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por ínvios caminhos,
Por rios sem ponte,
Caminhais sozinhos.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.

Fernando Pessoa
24/10/1932
22222

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

174-UM BONITO POEMA DE SOPHIA*

     174- Porque os outros se mascaram mas tu não
       Porque os outros usam a virtude
    Para comprar o que não tem perdão.
  Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados  
     Onde germina calada a podridão.
  Porque os outros se mascaram mas tu não.




Canta o padre Fanhais








Porque os outros se calam mas tu não
   Porque os outros se compram e se vendem
     E os seus gestos dão empre dividendo.
  Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
   E tu vais de mãos dadas com os perigos.
     Porque os outros calculam mas tu não
Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

173-ARISTÓTELES

173-"A ESPERANÇA É O SONHO DO HOMEM ACORDADO"
Quem disse isto, e  já passaram muitos anos, foi um homem que nasceu
no ano de 384 a.C., em ESTÁGIRA, então encravada num reino chamado
Macedónia. Chamava-se esse homem ARISTÓTELES e foi um dos maiores
filósofos de todos os tempos. (384-322).
   De noite, quando sonho, sonho que posso movimentar-me à vontade, é
como se o AVC nunca tivesse existido, mas de manhã, quando acordo, volto
ao sonho de Aristóteles e lá se foi a esperança. Mais valia que tivesse nascido contemporâneo de Aristóleles, hoje não estava a pensar em AVCs.