segunda-feira, 13 de outubro de 2014

1518 - «SONETO SOBRE UM SONETO DE SHAKESPEATE - JOSÉ FERNANDES FAFE

1518

SONETO SOBRE UM SONETO
      THE SHAKESPEARE

Relembro-te, madona, sem tranças nem corais,
buscando na memória o teu perfil vulgar,
relembro as tuas mãos pequenas e reais
por entre os meus cabelos, serenas, deslizar.
Revejo o teu rosto grande e os teus ombros
curvos, os lábios desenhados rosa-pálidos,
mas nunca em ti, senhora dos meus sonhos,
vi lábios de coral ou dedos esquálidos.
Nos teus cabelos lisos nunca pousaram  astros
senão nas grandes noites, castas, estreladas,
onde a magia  é um dom de quem quiser.
Mas, enfeite humano das sombras enfeitadas,
os olhos não perdeste pelos celestes rastros
e ficaste entre estrelas, despida, uma mulher.

                                 (A Vigília e o Sonho)
JOSÉ FERNANDES FAFE

sábado, 11 de outubro de 2014

1516 - «NAZARÉ» - MIRADOURO DO SUBERCO (SÍTIO)

1516



Mais Portugal

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Bom dia a todos.
Nazaré - Miradouro do suberco - Distrito de Leiria

Na origem do povoamento do promontório do Sítio estão as condições naturais e o sentimento religioso, advindo do milagre de Nossa Senhora da Nazaré.
Devido ao difícil acesso, o Sítio apenas se começou a desenvolver em meados do século XVII, crescendo bastante ao longo do século seguinte. A instalação de um elevador mecânico, para ligação entre o Sítio e a Praia, em 1889, veio dar um novo incremento populacional ao lugar, já então muito visitado por romeiros e peregrinos
.
O interesse histórico-religioso e uma beleza natural incomparável constituem os grandes atractivos do Sítio da Nazaré.
O Miradouro do suberco, a 110 metros de altitude, abre-se a um dos mais belos panoramas marítimos de Portuga




quarta-feira, 8 de outubro de 2014

1512 - «POEMA DE (PARA) ESTAR SÓ» - FERNANDA BOTELHO

1512

POEMA DE (PARA) ESTAR SÓ

Cada eliseu tem ventre num café
Cada tampo de mesa é uma panóplia
de mãos chávenas pires cotovelos
Movem-se entre as panóplias propedêuticas
diferentes dialécticas revulv-
--compul-convul-
                           sivamente exóticas
                                                           centrífugas
Mas nós ora e sempre insulados alienos
das elíseas panóplias catequéticas
Quem nos saúda? Como viveremos?

                                                  (Inéditos)
FERNANDA BOTELHO